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Srta. Caixinha de Pandora, muito prazer!

Senhorita Caixinha de Pandora, muito prazer!
Bem, o que precisarem saber sobre mim, podem ver no perfil.
Precisava de um lugar pra expor pensamentos, observações, conclusões e pequenas histórias que escrevo.
No entanto, vou deixar guardado um pedacinho de texto que foi importante pra mim, dentre outros. Espero que gostem, tanto quanto eu gostei.


“Sabem como fiquei louco? Há muito tempo, muito antes de terem nascido os deuses, despertei de um sono profundo e notei que todas as minhas máscaras tinham sido roubadas. As sete máscaras que tinha fabricado meticulosamente tinham desaparecido.
Sem nenhuma máscara, saí a correr para a rua a gritar:
- Ladrões! Malditos ladrões!
Todos se riram de mim, mas alguns fugiram e fecharam-se em casa com medo. Quando cheguei à praça principal uma criança, que estava sobre o telhado de uma casa gritou: “Olhem, é um louco!”.
Voltei a cabeça para a ver e o sol encontrou pela primeira vez o meu rosto nu. O sol iluminou ao mesmo tempo o meu rosto e a minha alma. A partir desse dia nunca mais usei máscara, e agradeço todos os dias aos ladrões que me a roubaram.
Agora que já sabem como me tornei louco posso confessar-lhes que encontrei muita liberdade e segurança na minha loucura. A liberdade da solidão e a segurança de nunca ser compreendido (aqueles que nos compreendem fazem de nós escravos). No entanto, sei que não posso orgulhar-me demasiado da minha segurança, pois nem o ladrão encarcerado está livre de encontrar outro ladrão.” (
Khalil Gibran, em O Louco.)
 
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