De cacos a muito e a nada.

Uma peça de um jogo de xadrez, em um tabuleiro de damas... que se quebra, se estilhaça em mil cacos de vidro coloridos, reluzindo uma luz que nao se refrata nem reflete... e esses cacos vao se juntando, formando uma cena de mozaico... uma menina, sentada numa mureta azul mediana, usada de parapeito de um corredor extenso, com varias portas do lado oposto da mureta... um corredor cheio de pessoas, a maioria jovens, conversando entretidos entre si, sem notar a menina na mureta, que os observava enquanto observava o cenario todo, caquinhos de vidro coloridos amontoados no meio de suas maos fechadas em uma concha em seu colo... e entao um sinal alto, barulhento, estridente ressoa por todo o lugar, e enquanto o corredor se apinhava e esvaziava, ela fecha as maos sobre os cacos, e antes que a primeira gota de sangue atingisse o chao, a menina desaperece no ar.
 
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