Bom, me digam depois o que acharam, ok? ;D
E Se...
Capítulo 1 - A Família Phyrethon
Era o 30º torneio de esgrima do condado de Deltree e, segundo muitos esperavam, inclusive o sr. Hans Phyrethon, conde e general do condado, a família Phyrethon venceria o torneio novamente.
Era um torneio de esgrima, criado pelo primeiro conde de Deltree, William Deltree, afim de promover uma interação entre nobres moradores dali e uma diversão a ser assistida por todos gostassem do esporte.
Hans havia defendido o condado de Deltree desde os seus 13 anos e, por conta disto, foi proclamado chefe da guarda local.
William Deltree, o conde do condado Deltree, era um homem que havia tido apenas uma filha com sua esposa. A razão de não ter tido mais filhos, é porque Tula, sua esposa, fugiu com o guarda do castelo de William, deixando para que ele criasse sua filha, depois de William ter atingindo a idade da infertilidade.
Quando Hans expulsou da cidade arruaceiros e assassinos que andavam saqueando e massacrando as pessoas do local, William viu nele tudo o que queria em um filho – o filho que nunca teve.
Assim, quando Hans completou 23 anos e Lídia 19, a idade mininma permitida pela Igreja, o velho William casou-os.
Um ano depois, quando o velho William Deltree morreu, passou à Hans o titulo de Conde Deltree.
O primeiro filho do casal era Harry, que Lídia viu crescer.
Harry não era um rapaz corajoso, destemido, guerreiro. Ele sonhava em ter sua casa no campo, uns porcos, vacas, patos e viver disso, com sua amada Lucy. Era um rapaz muito bonito, de olhos e cabelos pretos, com a pele extremamente clara, alto e forte. E apesar de não gostar e nem ser bom com lutas e armas, seria ele que entraria no torneio de esgrima defendendo o nome dos Phyrethon, pois o velho Hans já tinha passado da idade permitida e Harry já contava com mais de 19 anos – a idade base do torneio.
Devido ao peso na consciência por nunca ter gostado de lutas e como presente para o pai, Hans aceitou entrar no torneio, mas não foi facilmente que isso aconteceu.
Marie Claire Phyrethon, a filha mais nova de Hans, tinha apenas 17 anos quando o 30º torneio aconteceu. Diferente do irmão Harry, Marie era corajosa, destemida, guerreira e muito forte. Mas também muito omitida pelo pai, que esquecia da existência da filha quase todo o período de todos os dias. Não a olhava nos olhos e evitava conversar com a garota.
Marie também era uma garota que muitos homens desejavam ter para si como esposa. Não somente pelo dinheiro, mas também porque era extremamente bela, e de certa forma, misteriosa. Com lindos cabelos castanho-claros, olhos azuis bem claros e um corpo escultural, a garota só saía de casa para ir à feira e vez e outra, acompanhar o pai em alguns eventos que não podia escapar.
As más línguas do condado diziam que o general evitava a filha, pois sua amada esposa havia morrido no parto da mesma.
Marie sempre fora encarregada de cuidar da organização e limpeza do pequeno castelo, das refeições, das plantações, das vacas e dos porcos, coordenando, para isso, 15 empregados do pai.Um mês e meio antes do torneio, quando foram abertas as inscrições, Marie soube da relutância do irmão em participar.
Quatro dias depois, enquanto treinava acertos em longo alcance com seus dardos, distraiu-se com um gavião que levantou vôo do solo com um ratinho preso às patas e partiu para o horizonte. Ficou absorta naquele momento durante alguns minutos e só voltou a si quando teve uma idéia para fazer o irmão participar do torneio e, imediatamente, voltou à casa a procura do mesmo, para propor-lhe o plano.
Enquanto passava pelos corredores à procura do irmão, ouviu uma rolha de garrafa estourar de dentro do escritório de seu pai. Curiosa para saber o que era, olhou pela fechadura da porta enquanto ouvia o que falavam.
- Tritto – disse a voz de seu pai – Brindemos então esta união que irá acontecer entre minha família e a sua.
- Sim, sim – exclamou a voz do velho Tritto - Será uma união magnífica! Não acha, filho? Marie Claire é uma garota muito bonita e educada, uma das melhores damas que há neste lugar.
- Sim, papai. – disse uma terceira voz, que ela reconheceu como sendo a de Fredo Tritto – Ela é. – e Marie não pode deixar de notar a pitada de malicia que houve nesta ultima fala de Fredo.
- Tenho certeza de que ela gostará da notícia. Anunciarei a todos no fim do torneio de esgrima. – disse a voz de se pai. – O que acha, Tritto de faze...
Mas a garota não ficou para ouvir o resto da conversa, pois o que presenciou até ali já a tinha arrasado o suficiente.
Subiu as escadas correndo e esbarrou em Charlotte, que cuidava das atividades em geral, sob o comando de Marie.
- D-d-desculpe, srta. Charlotte. – disse Marie, atrapalhada – Você sabe onde está meu irmão?
- Srta. Marie Claire, seu irmão está no quarto dele, dormindo.
- Obrigada.
Ela então correu até o quarto do irmão e entrou sem bater, acordando-o assustado.
