Esse foi post que digitei em Junho de 2011 e gostei de reler ontem.
(Estou postando pelo celular, na tentativa de ver se funciona) :)
O "A" do Abecedário
Começa quando você é criança e aquele bando de adulto sem noção fica te perguntando: de quem você gosta mais, de mamãe ou de papai?
Como se apenas esse absurdo não bastasse, mal passa um ano (ou seja, você nem tem seis anos direito), já tem algumas várias pessoas te perguntando: O que você quer ser quando crescer?
Oras bolas… você no auge do seus cinco anos, se foi uma criança normal, diferente de mim, provavelmente respondia jogador de futebol, ator de tv, piloto de fórmula 1, professora, médico (a), etc… Bom, com cinco anos eu queria ser grande. Com oito eu queria ser Cientista Genética. Mas isso não vem ao caso.
Continuando a trajetória de perguntas absurdas, vem o ínicio das piores:
1) Com quantos anos você quer casar?
Veja bem, ninguém perguntou SE você quer casar, e sim quando. Eu ficava perdida com essa pergunta! Mas como não gostava de deixar perguntas em branco, eu respondia dizendo que com a mesma idade com que mamãe casou-se (assim como a maioria das crianças que conhecia faziam).
2) Quantos filhos você quer ter?
Aí além de engolir um casório, você também tem que ter filhos. E fica quase implícito na pergunta que é bom que você tenha mais que um.
3) Onde você quer morar?
“Ah, não sei.” É óbvio que não sabia! Olha a idade. Mas como uma pergunta sempre precisava de resposta, eu respondia com uma dúvida: São Paulo, Nova York ou Ribeirão Preto. Se não me engano a resposta quase sempre era essa. “Ah, mas você não quer continuar na sua cidade?”, retrucavam. E eu dizia um sincero, simples e baixo “não…”, imaginando sempre que, toda “gente grande” que prestasse tinha um excelente emprego, sempre numa cidade bem grande.
4) Qual vai ser o nome do seu marido?
Agora você é, obrigatoriamente, heterossexual. E além de tudo, o cara tem que ter um nome. Nada como uma pergunta safada pra ter com o que te escorraçar n’A Hora do Parabéns (que na realidade é A Hora do Terror) do seu aniversário. E ai, você que não é besta nem nada, sabe que vai ser escorraçada… ao menos lista opções ou dá de resposta o nome de um garoto que é bem bonito. Afinal, se for pra cair na lama, que seja bem arrumado.
E aí, meu bem, você não tem nem cinco anos e planejou sua vida toda, até que… Numa certa tarde, você faltou da aula e resolveu ligar a tv. Pro terror da sua mãe (e talvez do seu pai também), algum desmiolado colocou pra passar na Sessão da Tarde, em plena 3hrs da tarde, um filme com um bando de adolescente tarado querendo nada mais, nada menos, do que uma irresponsável e inconseqüente transa.
Por mais que você seja a garota boazinha, um protótipo de Sandy sem os pais cornomúsicos famosos, que raramente apanha, raramente faz arte e raramente fica de castigo… Aquilo fica na sua cabeça. E quando você menos percebe, virou tudo um nó absurdo.
Você ainda sonha com o cara ideal, ainda quer ter a vida boa em uma cidade grande e ser um protótipo de Barbie que quase (ou não) deu certo. Só que o cara ideal tem mais defeitos que qualidades. O emprego não é o emprego dos seus sonhos porque no auge da sua rebeldia tardia, você deixou os estudos de lado e além disso, você conheceu outro campo (no meu caso, a música) e parou de sonhar com a mavarilhosa e fantástica genética; e o protótipo de Barbie foi pro ralo antes que você se desse conta, porque Barbie só serve pra ficar dentro de uma caixa de plástico ou na estante, enquanto tem outros zilhões de estilos que você pode adotar – e melhor ainda, você pode criar o seu.
E como o cara ideal (vulgo ex-príncipe encantado) geralmente se revela um merda e você não quer homem nenhum do seu lado mandando e desmandando e palpitando enquanto fica com a bunda pregada no sofá só assistindo tudo de camarote, você adota a Estratégia do Bar, afinal prostituição não pega bem e uma diversão de fim de noite é sempre bem vinda: Você vai pra um bar legal, fica amiga do barman (ou mesmo da barwoman), enxe a cara, leva um cara pra sua casa, usa e abusa do infeliz e chuta ele porta a fora no dia seguinte, antes mesmo de ir tomar banho para ir pro trabalho. E é incrível que alguns, quando te encontram, querem repetir a dose e ainda ficam naquela melosidade de querer um relacionamento.
Ah, tem dó, né?
Eu tinha algo genial pra postar, mas resolvi 'criar um blog novo' no Wordpress (já que o App deles parece ser mais 'prático' pra postagens via iPhone) e acabei descobrindo que já tinha um blog lá. O blog de lá tem um post só, mas até esqueci o que eu queria postar inicialmente ao ler tal post.
- Aqueles momentos em que a gente fica feliz com o que escreveu há muito tempo atrás (ao invés de envergonhados, como é mais comum acontecer) haha.
Mas lendo este blog cá, lembrei do que queria falar. Esse não vai ser um dos posts que eu gosto de escrever, será mais um desabafo.
"Receita Desmiolada pra Gaiola "Do-Contra"" às avessas.
Período de babá-bombril já foi. Se passaram 17 meses (uau!) desde que parei de ser babá. A história dessa 'migração' é longa, e não vem ao caso.
Mas de babá eu virei Bar Associate (soa chique, né?), que nada mais é do que um nome montado pra bar tender e garçonete.
Bar Associate: o dobro do trabalho por um salário mínimo só.
Dancei o "Se vira nos 30" de Bar Associate por QUASE um ano - e esse quase é importante, pelo menos pra mim. Por quase um ano foram cerca de 240 cv's enviados que não resultaram em "candidatação" de sucesso.
Hilariamente, não foi um dos currículos enviados que me fez mudar de emprego: fui headhunted por uma empresa de suporte técnico multi-lingual de âmbito internacional-europeu. Parece chique, né? rs
Então, olhando por essa perspectiva curta, eu progredi legal. De perrengue como babá, tendo que dizer "Amém" pra todas as merdas que a família contratante requisitava, eu sacudi a poeira e fui encarar a vida de pub em aeroporto inglês. E disso voltei a trabalhar com informática, que é o que realmente gosto. Então de ganhando 60 librinhas semanais, pulei para 180 e depois 250 (sem cálculo de imposto).
Mal não tá. Mas bom ('bom-como-eu-queria') também é que não está.
Aí parece que 90% das pessoas que me conhecem concordam (comigo) que 'bom não está' e dizem que eu tenho mais é que voltar pra casa.
Eu também quero voltar pra casa: apertar meus gatos, andar descalça e sentir o piso frio/fresco, sair do lado de fora e sentir aquele sol de fritar ovo na cabeleira de tao quente que é! E de ir nadar de graça no clube e passar a tarde morgando na frente da tv sem maiores preocupações e, no fim do dia, sair com os amigos sem rumo.
Mas aí penso: um ano e meio brigando aqui pra melhorar, insistindo na luta por algo melhor e de repente largar tudo (ou nada, depende do seu ponto de vista) pra voltar pra casa, sem emprego, e sem perspectiva do que fazer?
A "Receita Desmiolada pra Gaiola "Do-Contra"" virou do avesso. Tipo "Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come."
Voltar pra casa seria admitir que tudo deu errado!
Voltar pra casa seria readaptar a um ambiente que até a "pélinha" da cutícula que está soltando no seu dedo (e que você não viu), importa pra sociedade fútil ao seu redor.
(ok, agora fui dramática sem motivo)
Mas o lance é desistir desse um ano e meio de luta. Essa desistência seria como provar que nada valeu a pena e tudo deu errado. Seria assumir um fracasso que, sinceramente, ainda não é!
Seria falhar comigo mesma e conviver diariamente com as consequencias tristes desta decisão. E nisso, nem voltar atrás na escolha seria algo dado como opção.
E é como uma pessoa muito querida, importante e especial falou: Estar aqui me dá a chance de ser eu mesma, euzinha, sem tem que me preocupar como cada decisão (até as esdruxúlas como [mal] senso de estilo ou mesmo gosto musical) minha vai afetar minha família e amigos.
Aqui eu posso ser eu (enquanto o salário der).
É verdade que aqui o ritmo de vida e a rotina são cruéis e a gente facilmente se perde neles, esquecendo que dia que é ou até se já comeu no dia - imagine agora como fica complicado manter laços de amizades ou até conhecer pessoas! Mas ainda assim....
Então, é, eu não gosto quando tenho que pensar em voltar pra ficar.
Eu quero voltar: quero apertar meus gatos e sentir o frio do piso-frio nos pés descalço. Sentir o calor esturricante e ir nadar sem maiores preocupações. Comer arroz com feijão, bife e farofa! Tomar suco de laranja fresco pagando menos de 3libras (rs - BEM menos!). Quero dormir na cama da minha mãe e acordar com 5 gatos diferentes roncando ao meu redor. Sinto falta até de ouvir o ventilador girando naquele calor de matar.
Mas não quero engolir um fracasso e desistir dos esforços dos últimos 2 anos. E eu não acho que estou assim, tão caso perdido!
E eu sei que posso estar amargamente errada também.
E aos babacas de plantão que acham que ainda estou aqui por causa de namorado: SE LIGA, MANOLO! A realidade é outra e namorado jamais me prender a lugar algum ou mandou em minhas decisões.
by
Ivy F.
Ok, a notícia é deste link: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologia-pessoal/jovem-morre-depois-de-passar-12hs-jogando-30072011-7.shl
Um jovem morreu de trombose. A causa melhor explicada é:
Chris morreu pela formação de coágulo de sangue, resultado de muitas horas sentado na mesma posição. Segundo o jornal, o rapaz estava com uma trombose venosa profunda.
Mas a headline da notícia foi: Jovem de 20 anos morre depois de passar 12 horas jogando.
Agora...
Eu tô pensando em quantos pais agora vão ficar neuróticos com os filhos jogando videogames ou sequer assistindo tv. Mesmo que por uma mísera hora.
12horas não é saudável, bla bla bla, mas não foi isso que 'causou' a trombose que matou o garoto. Hello!!! - Ele poderia jogar quantas horas quisesse e estaria vivo SE se exercitasse um pouco por semana.
Quero dizer... se você é programador, você passa HORAS a fio sentado no computador. Piora qdo você é gamer e chega em casa e vai jogar - se você tá lendo isso, é pq tá vivo. Vc e mais um zilhão de outras pessoas que trabalham com computador o dia inteiro e chegam em casa e vão jogar ou ver tv. (E nem vem com o papo - 'ah, mas vc levantou pra ir do trabalho pra casa' - mano, ngm falou que o cara tinha um pinico embaixo dele, então ele levantava pra ir no banheiro e pra comer, né...)
Ah, eu mencionei que, mesmo trabalhando o dia todo no computador e passando as horas livres na frente do computador e da tv, ainda estamos todos vivos né?
Um jovem morreu de trombose. A causa melhor explicada é:
Chris morreu pela formação de coágulo de sangue, resultado de muitas horas sentado na mesma posição. Segundo o jornal, o rapaz estava com uma trombose venosa profunda.
Mas a headline da notícia foi: Jovem de 20 anos morre depois de passar 12 horas jogando.
Agora...
Eu tô pensando em quantos pais agora vão ficar neuróticos com os filhos jogando videogames ou sequer assistindo tv. Mesmo que por uma mísera hora.
12horas não é saudável, bla bla bla, mas não foi isso que 'causou' a trombose que matou o garoto. Hello!!! - Ele poderia jogar quantas horas quisesse e estaria vivo SE se exercitasse um pouco por semana.
Quero dizer... se você é programador, você passa HORAS a fio sentado no computador. Piora qdo você é gamer e chega em casa e vai jogar - se você tá lendo isso, é pq tá vivo. Vc e mais um zilhão de outras pessoas que trabalham com computador o dia inteiro e chegam em casa e vão jogar ou ver tv. (E nem vem com o papo - 'ah, mas vc levantou pra ir do trabalho pra casa' - mano, ngm falou que o cara tinha um pinico embaixo dele, então ele levantava pra ir no banheiro e pra comer, né...)
Ah, eu mencionei que, mesmo trabalhando o dia todo no computador e passando as horas livres na frente do computador e da tv, ainda estamos todos vivos né?
Então, que tal se, ao invés de ficar proibindo seus filhos de jogar videogame ou ver tv, incentivá-los a praticar algum esporte tb?
by
Ivy F.
É indescrítivel essa sensação de vazio.
Mentira, não é. E eu já me senti assim antes - a diferença é que agora parece muito mais intensa e real.
Enfim, imaginei esse fragmento hoje e acho que daria um quadrinho maravilhoso. Se pá eu faço *-*
To be born all over again?
You wish.
But to born all over again against your will or without knowing that you were even dead?
Yeah, doesn't sound good at all.
Try to breath underwater. You can't. Try opening your eyes - did you do it?
I did. I saw nothing. It was all dark. I moved a finger first, closed my hands. There was water all around me. Dirty water, with things I don't know what they were.
I got out of that water quickly, sitting down and taking a loud and deep breath, fallowed by lots of heavy breathings, pantings.
Everything was dark. I have some clothes on, obviously soaked - and dirty. Who cares.
What the hell am I doing here, anyway?
Mentira, não é. E eu já me senti assim antes - a diferença é que agora parece muito mais intensa e real.
Enfim, imaginei esse fragmento hoje e acho que daria um quadrinho maravilhoso. Se pá eu faço *-*
To be born all over again?
You wish.
But to born all over again against your will or without knowing that you were even dead?
Yeah, doesn't sound good at all.
Try to breath underwater. You can't. Try opening your eyes - did you do it?
I did. I saw nothing. It was all dark. I moved a finger first, closed my hands. There was water all around me. Dirty water, with things I don't know what they were.
I got out of that water quickly, sitting down and taking a loud and deep breath, fallowed by lots of heavy breathings, pantings.
Everything was dark. I have some clothes on, obviously soaked - and dirty. Who cares.
What the hell am I doing here, anyway?
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Ivy F.
Eu lembro que quando criança a gente assistia a esse seriado, The Pretender. Mais do que qualquer outro seriado que eu já havia visto, aquele me prendia a atenção. Jarod era um simulador, um gênio que havia sido capturado ainda criança pelo Centro e treinado pra fazer o que a instituição bem determinasse. Mas Jarod conseguiu fugir. E como Pretender, ele podia ser tudo o que quisesse.
Tinha sido piloto de avião, médico, bombeiro, professor universitário, engenheiro, etc... mas no fim das contas, apesar de cada episódio ser um profissional diferente pra poder descobrir o que queria (e por tabela, ajudar um grande número de pessoas), no final ele era só mais um fugitivo e alguém que havia sido de tudo, menos a si mesmo. O que, creio, é errado dizer, já que ele ser assim era ele como era.
E no fim das contas você tem N habilidades. Você é designer (por mais que negue), canta (sem inspirar ninguém a vaiar), conserta computadores, ensina, dá treinamentos, atende e controla fluxos de caixa; é fotografa, grava e até já fez uns bicos de limpeza pra repor a grana que você gastou inconsequentemente; já foi tradutora amadora, se dá bem com matemática, química e biologia; já estudou pra ser hacker (e adorava isso) e até já foi a pior pessoa que vc nem imaginava poder ser (e que hoje você entende que consegue ser bem pior)... Já foi a garota que deu a volta por cima e se descobriveu quase invencivel, a sangue frio mercenária que adorava ver um sangue jorrar, a arqueira arcana que recontou toda a História como se conhece e também já foi a herdeira boêmia, fria e arredia, mas complentamente intensa em tudo que faz. Mas o que você não soube ser foi ser você mesma - pois, por mais que o faz de contas alimente nossas necessidades mais básicas (ou ao menos nos dê a sensação de), chega uma hora que a realidade bate a sua porta e, como num piscar de olhos, o tempo passou, tudo mudou e o espelho não é mais uma passagem secreta, e sim apenas algo que reflete a imagem de algo que nem sempre você se contenta em ver.
Mas é quando essa tênue linha, que pode te derrubar pra um momento ultra-depressivo, vibra, você se vê fazendo algo que não imaginaria: com uma postura invencível, você tá completamente equilibrada sobre suas pernas, com uma expressão desafiadora e brincalhona (mas que de brincadeira não tem nada) no rosto e um olhar que frisa a expressão de sua mão, que gesticulou um incrível foda-se pra tudo o que está errado - até a si mesma.
E ai você cai nesse ciclo vicioso de ficar se reinventado toda hora, e sempre que dá errado, manda tudo a merda e começa de novo. O que só vira um problema quando você se esquece dos propósitos que te levaram a cada decisão - mas foi esse mesmo esquecimento de propósitos e sonhos que te fez querer e tentar ser tanta coisa ao mesmo tempo. "Tentar", pq no fim das coisas você não foi nada por completo e apenas acabou como alguém com N habilidades e sem saber o que realmente quer ser - até pq, depois de ser tanta coisa em pouco tempo, você acaba querendo ser mais outro tanto de coisas que você ainda não foi.
Mas no fim, tudo o que vc quer é que tudo acabe bem - até pq enquanto não estiver bem, não acabou.
by
Ivy F.
Antes de mais nada, não entendam errado. Eu adoro essas crianças e elas são ótimas, fantásticas e, principalmente, umas fofuras! *-* Awn! Até pq, elas me lembram ótimas coisas que deixei pra trás (mas volto pra buscar! hahaha)
O blablablá abaixo é sobre a decisão em si. =)
Tudo o que você precisa é uma máquina de lavar-roupas, afinal de contas, você não quer sujar (diretamente) as suas próprias mãos, não é?
Com a máquina de lavar-roupas de tampa/porta aberta, você joga lá dentro (no mínimo):
- Todo o seu orgulho (ou quase)
- Todas as lembranças que te causam mágoas
- Todas as suas dores
- Todas as saudades (que vc já sente, sentiu e sabe que ainda vai sentir)
- Os eventos mais felizes e recentes
- Tudo o que você gostaria que acontece de novo e de novo e de novo (o que não é, necessariamente, feliz)
- Todas as suas ambições frustradas
- (e claro) todas as suas (outras) frustrações
- TODAS as suas conquistas
- tudo que faz o seu ego inflar
- todos os palavrões que você gosta de dizer
- tudo o que vc queria ter dito e não disse
- e uma pitadinha de pimenta
- e outra de pó-de-mico (pq vc nao sabe o que é pó-de-mico até essa b*%!@ cair em você)
Fecha a tampa/porta, configura pra lavar na água quente (sim, pq tem que descolorir tudo, pra tudo ficar bem manchadinho e misturado), põe bastante amaciante (pq ninguém gosta de aspereza ao primeiro toque), esquece o sabão em pó (a finalidade aqui não é, de fato, lavar alguma coisa) e aperta o botão ligar. E esquece a máquina e vai fazer qualquer outra coisa - eu fui besta e preguiçosa e fui dormir.
Quando você voltar pra retirar tudo da máquina... S-U-R-P-R-E-S-A!!! Você conseguiu uma baita confusão mental e uma passagem só de ida e sem opção de descarte (até pq vc não vai querer voltar) pra trabalhar de babá-bombril (mil e uma utilidades) do outro lado do oceano! =)
Mas não se preocupe, você estará bem enquanto lembrar exatamente o motivo que te fez ir com tanta besteira até a tal da lava-roupa que ficou na sua casa.
O blablablá abaixo é sobre a decisão em si. =)
Receita Desmiolada pra Gaiola "Do-Contra"
Com a máquina de lavar-roupas de tampa/porta aberta, você joga lá dentro (no mínimo):
- Todo o seu orgulho (ou quase)
- Todas as lembranças que te causam mágoas
- Todas as suas dores
- Todas as saudades (que vc já sente, sentiu e sabe que ainda vai sentir)
- Os eventos mais felizes e recentes
- Tudo o que você gostaria que acontece de novo e de novo e de novo (o que não é, necessariamente, feliz)
- Todas as suas ambições frustradas
- (e claro) todas as suas (outras) frustrações
- TODAS as suas conquistas
- tudo que faz o seu ego inflar
- todos os palavrões que você gosta de dizer
- tudo o que vc queria ter dito e não disse
- e uma pitadinha de pimenta
- e outra de pó-de-mico (pq vc nao sabe o que é pó-de-mico até essa b*%!@ cair em você)
Fecha a tampa/porta, configura pra lavar na água quente (sim, pq tem que descolorir tudo, pra tudo ficar bem manchadinho e misturado), põe bastante amaciante (pq ninguém gosta de aspereza ao primeiro toque), esquece o sabão em pó (a finalidade aqui não é, de fato, lavar alguma coisa) e aperta o botão ligar. E esquece a máquina e vai fazer qualquer outra coisa - eu fui besta e preguiçosa e fui dormir.
Quando você voltar pra retirar tudo da máquina... S-U-R-P-R-E-S-A!!! Você conseguiu uma baita confusão mental e uma passagem só de ida e sem opção de descarte (até pq vc não vai querer voltar) pra trabalhar de babá-bombril (mil e uma utilidades) do outro lado do oceano! =)
Mas não se preocupe, você estará bem enquanto lembrar exatamente o motivo que te fez ir com tanta besteira até a tal da lava-roupa que ficou na sua casa.
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Ivy F.
The one who changed what should never had changed.
I have this only one sweet and soft memory of you...
You told me to meet you there, on that very street which we know where it ends. But it's not the place where it ends that matters, but what happened there.
Nothing happened, remember? At least, nothing significant. Important, yes, just not significant.
I met you on the hall of that building where you worked with your uncle, and then we crossed the street. I remember the receptionist asked you something, like who you were and where were we going, but you just told him one of your white little lies, and he took it.
So we went to terrace. It was almost sunset and we could see the sea from there. Just the spot where we used to stay, hanging out, in a friendly way, playing and singing. But the colors on the sea, under that sunset, was amazing!
A bunch of colors mixing the water, gracefully lightened, calm, still. And the wind was perfect. Not hot, not cold. Perfect.
And suddenly I couldn’t see you around me. How surprised I got when, when I turned back, you were just behind me, looking straight to my eyes.
I could feel you breath, but it didn’t last much, 'cuz you started singing softly that sweet song you made for me, dancing with me nicely under that magical view. When you finally stopped, I was thinking to ask you to sing and dance again, but I caught my self holding breath, held close to you between your arms, only one feet touching the ground, seeing the sky right above our heads. And I couldn’t stop looking into your eyes, so blue, so clear, so bright. But then I closed mines, just when you kissed me. And what a kiss! It could have last forever, all that moment... just... forever.
I could feel you breath, but it didn’t last much, 'cuz you started singing softly that sweet song you made for me, dancing with me nicely under that magical view. When you finally stopped, I was thinking to ask you to sing and dance again, but I caught my self holding breath, held close to you between your arms, only one feet touching the ground, seeing the sky right above our heads. And I couldn’t stop looking into your eyes, so blue, so clear, so bright. But then I closed mines, just when you kissed me. And what a kiss! It could have last forever, all that moment... just... forever.
by
Ivy F.
Acho que vou pra sempre ansiar por alguém como você. Mas é irônico o caos que o orgulho pode trazer para nossas vidas, não é?
Você quer tanto uma coisa, a idealiza e quando a encontra, se vê pesando todos os prós e contras - quando na verdade, tudo o que teria que fazer era tomar tal coisa para si. Mas o orgulho chama mais alto, como sempre, e você se pega dizendo "não é tão bom assim pra mim; tinha que ser assim, assim e assado.". Como somos estúpidos. Complicados e cegos.
É como quando você sonha sua infância toda sobre seu futuro e quando ele finalmente bate a sua porta, você se assusta ou com a perspectiva de não conseguir dar conta do tranco ou, pior ainda, de ser tão bom quanto você sonhou e finalmente ser feliz.
Coloquemos assim... Eu queria muito cantar aquela música perfeitamente bem, acredito que não apenas porque eu a idolatrava, mas porque eu simplesmente não conseguia cantá-la, possuía notas incrivelmente altas.
Mas como todo passarinho que não sabe voar, eu fiquei triste por não conseguir cantar, mas persisti. E nessa persistencia, não deixei a peteca cair e o aprendizado rendeu momentos hilários e especiais, inesquecíveis mesmo. Mas quando eu finalmente aprendi a cantar aquela música, aqueles momentos pareciam incrivelmente distantes e os novos momentos felizes, apesar de repercutirem nos dias seguintes aos que aconteciam, simplesmente pareciam que não aconteceriam novamente. E eu parei de cantar, afinal, de que adianta cantar em uma gaiolinha? Cantar bem, se você de fato não pode ter nada daquilo que canta? Ter, sem ter de verdade. E a felicidade de ter alcançado aquela nota foi incrível, mas me impediu de ver o que de fato acontecia ao meu redor, e quando finalmente eu tomei coragem e mergulhei de cabeça na piscina de acontecimentos, dei com a cabeça no chão duro, como se durante o mergulho a água fosse evaporando conforme eu caía, até não ter mais nada ao atingir o que outrora seria o fundo.
Sim, eu acho que a felicidade pode ser tão assustadora quanto a tristeza. Mas é errado negar que uma não existe sem a outra, já que sem a tristeza não apreciariamos a felicidade em nada. Assim como que, sem a solidão, jamais sentiria falta daquela companhia que tanto gostamos e ansiamos em ter - tanto quanto jamais enalteceríamos o silêncio sem conhecer um estrondoso e repetitivo barulho degradante aos nossos ouvidos.
by
Ivy F.
As vezes tudo o que a gente mais quer é se reiventar. Quando somos adolescentes, é porque não somos tão legais como gostaríamos que fôssemos. Quando estamos na faculdade, é a necessidade de se reinventar a cada merda que fazemos. E depois da faculdade, é a vontade absurdamente intensa de se reinventar nascendo de novo, mudando tudo o que você é – como se isso fosse tornar as coisas melhores ou simplesmente apagar da história tudo de ruim que você já fez.
Era um dia como qualquer outro. Ríamos, nos divertíamos, nos aloprávamos, fazíamos piadas, brincadeiras bobas, assediávamos por qualquer motivo bobo - só porque éramos nós mesmos. Só porque a companhia sempre era especial e porque se fosse outra pessoa ali, provavelmente não seria daquela maneira.
Mas era um dia quente que não deveria ter acontecido. Um acidente, banal, remediável, curável e nada sério, aconteceu.
Duas pessoas. Um ambiente. Um móvel. Uma situação. Um acidente. E uma coisa toda jogada no lixo.
What a wicked thing to say...
What a wicked thing to do, to make me dream of you.
É legal saber que tudo passa, mas isso é uma faca de duas pontas, pois é tão legal quanto é doloroso os efeitos que o tempo têm sobre as coisas de nossas vidas.
As vezes ele cura feridas que pareciam incuráveis, mas também leva de nós coisas e pessoas das quais jamais abriríamos mão. E isso dói. E dói e muito.
I miss you, miss you...
Um acidente. E uma coisa toda jogada no lixo. E um esquecimento de um evento importantíssimo da pessoa mais importante de minha vida. Uma mágoa. Um choro interminável. Uma ferida profunda que dessa vez nem o tempo vai fechar. Uma imagem refletida no espelho que dessa vez não está embaçado nem sujo - e não é uma imagem legal de se ver.
No meio de tanto contratempo e coisa chata acontecendo, a gente se abala tanto que não repara que a vida não é só aquilo ali e quando menos percebemos, o estrago do esquecimento já foi feito. Você esquece uma data importante de alguém importantíssimo, e não há rosas e perfumes que tornariam a situação menos mal. Você reza para o tempo ser milagroso e curar mais uma ferida, mas no fundo, você sabe que a ferida que você causou vai estar sempre lá, latente. E ai você nota que é um gênio, pois fez o que era pra ser um paraíso, virar um inferno de uma série de acontecimentos ruins.
Sing little heart, sing... Sometimes that's all left to do.
by
Ivy F.
Those words were once stucked in my mouth just as my heart was exploding
making more noise than a heavy storm, making me silly and making me do more mistakes just to fill that goddamn hole I felt missing you.
Today, just today, maybe tomorrow, but certainly not yestarday or the day before that, these words can be read in past tense.
I cannot pay attention in nothing anymore
nothing, besides you, my mistake
In every breath,
in every desire,
in every dream,
in every melody,
in every single beauty in nature
in every tasted flavor
The only thing I can see,
hear,
and feel
is you, my delicious mistake
With eyes wide open
or totally closed…
with skies cleaned
or colored like a dead Tv channel….
With a cold weather,
or even the hottest one…
All I wish is to stay one more night with you,
my mistake…
my delicious and well done secreat.
Regreat nothing
and pray every night, every moment I have alone
yeah, I pray that you dont regreat it too…
I pray to heaven that you miss me just like I'm missing you
Because I dont wish nothing more but you
My perfect secreat…. the delicious mistake I got.
I just wish, every time my mind goes peaceful
that we could be together
that everything stopped to matter
Oh! Please, dont go…
In every breath,
in every desire,
in every dream,
in every sweet melody I hear…
All I wish is to be with you
even for a couple of days in every month
just to call you mine
and hear you say I'm yours.
To have your kisses,
oh, that tastes just goddamn fine!
To be hugged by you with your arms,
feeling safe as I feel my adrenaline reaching high…
To hear you say I'm yours…
and call you mine.
Oh please, (dont you never) come back (anymore...)
by
Ivy F.
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