1 riscos & rabiscos

That sweet memory Marie got, called Zen.


The one who changed what should never had changed.



I have this only one sweet and soft memory of you...
You told me to meet you there, on that very street which we know where it ends. But it's not the place where it ends that matters, but what happened there.
Nothing happened, remember? At least, nothing significant. Important, yes, just not significant.
I met you on the hall of that building where you worked with your uncle, and then we crossed the street. I remember the receptionist asked you something, like who you were and where were we going, but you just told him one of your white little lies, and he took it.
So we went to terrace. It was almost sunset and we could see the sea from there. Just the spot where we used to stay, hanging out, in a friendly way, playing and singing. But the colors on the sea, under that sunset, was amazing!
A bunch of colors mixing the water, gracefully lightened, calm, still. And the wind was perfect. Not hot, not cold. Perfect.
And suddenly I couldn’t see you around me. How surprised I got when, when I turned back, you were just behind me, looking straight to my eyes.
I could feel you breath, but it didn’t last much, 'cuz you started singing softly that sweet song you made for me, dancing with me nicely under that magical view. When you finally stopped, I was thinking to ask you to sing and dance again, but I caught my self holding breath, held close to you between your arms, only one feet touching the ground, seeing the sky right above our heads. And I couldn’t stop looking into your eyes, so blue, so clear, so bright. But then I closed mines, just when you kissed me. And what a kiss! It could have last forever, all that moment... just... forever.
0 riscos & rabiscos

Mais uma teimosia ignorante.

Acho que vou pra sempre ansiar por alguém como você. Mas é irônico o caos que o orgulho pode trazer para nossas vidas, não é?
Você quer tanto uma coisa, a idealiza e quando a encontra, se vê pesando todos os prós e contras - quando na verdade, tudo o que teria que fazer era tomar tal coisa para si. Mas o orgulho chama mais alto, como sempre, e você se pega dizendo "não é tão bom assim pra mim; tinha que ser assim, assim e assado.". Como somos estúpidos. Complicados e cegos.
É como quando você sonha sua infância toda sobre seu futuro e quando ele finalmente bate a sua porta, você se assusta ou com a perspectiva de não conseguir dar conta do tranco ou, pior ainda, de ser tão bom quanto você sonhou e finalmente ser feliz.
Coloquemos assim... Eu queria muito cantar aquela música perfeitamente bem, acredito que não apenas porque eu a idolatrava, mas porque eu simplesmente não conseguia cantá-la, possuía notas incrivelmente altas.
Mas como todo passarinho que não sabe voar, eu fiquei triste por não conseguir cantar, mas persisti. E nessa persistencia, não deixei a peteca cair e o aprendizado rendeu momentos hilários e especiais, inesquecíveis mesmo. Mas quando eu finalmente aprendi a cantar aquela música, aqueles momentos pareciam incrivelmente distantes e os novos momentos felizes, apesar de repercutirem nos dias seguintes aos que aconteciam, simplesmente pareciam que não aconteceriam novamente. E eu parei de cantar, afinal, de que adianta cantar em uma gaiolinha? Cantar bem, se você de fato não pode ter nada daquilo que canta? Ter, sem ter de verdade. E a felicidade de ter alcançado aquela nota foi incrível, mas me impediu de ver o que de fato acontecia ao meu redor, e quando finalmente eu tomei coragem e mergulhei de cabeça na piscina de acontecimentos, dei com a cabeça no chão duro, como se durante o mergulho a água fosse evaporando conforme eu caía, até não ter mais nada ao atingir o que outrora seria o fundo.
Sim, eu acho que a felicidade pode ser tão assustadora quanto a tristeza. Mas é errado negar que uma não existe sem a outra, já que sem a tristeza não apreciariamos a felicidade em nada. Assim como que, sem a solidão, jamais sentiria falta daquela companhia que tanto gostamos e ansiamos em ter - tanto quanto jamais enalteceríamos o silêncio sem conhecer um estrondoso e repetitivo barulho degradante aos nossos ouvidos.

0 riscos & rabiscos

Bla, bla, bla... Yak, yak, yak.

As vezes tudo o que a gente mais quer é se reiventar. Quando somos adolescentes, é porque não somos tão legais como gostaríamos que fôssemos. Quando estamos na faculdade, é a necessidade de se reinventar a cada merda que fazemos. E depois da faculdade, é a vontade absurdamente intensa de se reinventar nascendo de novo, mudando tudo o que você é – como se isso fosse tornar as coisas melhores ou simplesmente apagar da história tudo de ruim que você já fez.

Era um dia como qualquer outro. Ríamos, nos divertíamos, nos aloprávamos, fazíamos piadas, brincadeiras bobas, assediávamos por qualquer motivo bobo - só porque éramos nós mesmos. Só porque a companhia sempre era especial e porque se fosse outra pessoa ali, provavelmente não seria daquela maneira.
Mas era um dia quente que não deveria ter acontecido. Um acidente, banal, remediável, curável e nada sério, aconteceu. 
Duas pessoas. Um ambiente. Um móvel. Uma situação. Um acidente. E uma coisa toda jogada no lixo.

What a wicked thing to say...
What a wicked thing to do, to make me dream of you.

É legal saber que tudo passa, mas isso é uma faca de duas pontas, pois é tão legal quanto é doloroso os efeitos que o tempo têm sobre as coisas de nossas vidas.
As vezes ele cura feridas que pareciam incuráveis, mas também leva de nós coisas e pessoas das quais jamais abriríamos mão. E isso dói. E dói e muito.

I miss you, miss you...

Um acidente. E uma coisa toda jogada no lixo. E um esquecimento de um evento importantíssimo da pessoa mais importante de minha vida. Uma mágoa. Um choro interminável. Uma ferida profunda que dessa vez nem o tempo vai fechar. Uma imagem refletida no espelho que dessa vez não está embaçado nem sujo - e não é uma imagem legal de se ver.

No meio de tanto contratempo e coisa chata acontecendo, a gente se abala tanto que não repara que a vida não é só aquilo ali e quando menos percebemos, o estrago do esquecimento já foi feito. Você esquece uma data importante de alguém importantíssimo, e não há rosas e perfumes que tornariam a situação menos mal. Você reza para o tempo ser milagroso e curar mais uma ferida, mas no fundo, você sabe que a ferida que você causou vai estar sempre lá, latente. E ai você nota que é um gênio, pois fez o que era pra ser um paraíso, virar um inferno de uma série de acontecimentos ruins.



Sing little heart, sing... Sometimes that's all left to do.
 
;